terça-feira, 16 de outubro de 2007

Pequenas e Médias empresas

Uma pesquisada realizada em 2004 a fim de identificar o perfil organizacional de 43 pequenas e médias empresas paranaenses destacou alguns pontos sob três dimensões: Competência em Gestão Estratégica, Competência Tecnológica e Competência Empreendedora. Em relação a competência em Gestão Estratégica constatou-se a dificuldade em formular, registrar, implementar e controlar estratégicas. Por outro lado essas empresas possuem interesse em estabelecer mecanismos de comunicação com seus clientes, visando tornar a relação com eles mais transparente e proveitosa. No que diz respeito à Competência Tecnológica se verificou que essas empresas não inovam em produtos, mas estão gradualmente inovando em seus processos de gestão. E finalmente, em relação à Competência Empreendedora constata-se que seus principais gestores em muitos casos são os proprietários, tendem a ser centralizadores da autoridade delegando apenas responsabilidades operacionais rotineiras.
O ambiente das pequenas e médias empresas á marcado por uma composição de fatores, onde se destacam: o governo e suas regulamentações, a concorrência crescente, os fornecedores, os consumidores com perfis mais exigentes e conscientes de suas necessidades e, finalmente, os avanços implementados nas formas de produção e comercialização de produtos e serviços que vêm sendo impulsionados pelo desenvolvimento tecnológico. A partir disso, Peter Drucker cita que os fatores de produção representados por capital, terra (recursos naturais) e mão-de-obra já não são suficientes para promover vantagens competitivas para as organizações. Diante da dificuldade de promover as empresas, o próprio Drucker identifica o conhecimento como sendo o recurso estratégico fundamental para o desenvolvimento das organizações, auxiliando na superação das dificuldades existentes para a obtenção e manutenção da competitividade.
Ligado ao conhecimento, outro diferencial pode ser obtido na utilização de tecnologias mais adequadas. A tecnologia é o resultado de um conhecimento sistematizado que é materializado em recursos técnicos (máquinas e instalações) e em conhecimento e habilidades humanas (pessoas capazes de dominar os procedimentos e operar as máquinas). Assim, o conceito de tecnologia não se restringe aos aspectos técnico-científicos, mas contempla também, todo o conhecimento administrativo e gerencial envolvido na sua aplicação. As tecnologias de gestão se forem adequadamente utilizadas podem constituir em poderosas fontes de diferenciais competitivos para as organizações, com o objetivo de auxiliá-las a enfrentar os desafios impostos pelo ambiente mercadológico em que estão inseridas, na melhoria dos processos produtivos e dos produtos, em novos métodos de produção e de gerenciamento, em novos produtos e na capacitação de pessoas.
Adequar as empresas a novas mudanças significa torná-las capaz de enfrentar não somente os seus concorrentes, mas também possuírem capacidade de rápida adaptação às novas tecnologias, aos controles governamentais e a toda espécie de pressão exercida pela sociedade. A gestão estratégica é a tecnologia de gerenciamento que os gestores podem utilizar para conduzir as organizações de forma a reduzir o impacto das dificuldades e, sobretudo, aproveitar as oportunidades geradas. Assim, tomar decisões pautadas em dados confiáveis e reais obtidos por meio de tecnologias de diagnósticos e de competência empreendedora, que visam retratar as fragilidades e também as forças organizacionais, é uma estratégia gerencial recomendada para os gestores das empresas de pequeno e médio porte.

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